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Diamantina - MG
A ocupação humana em Minas Gerais data de milhares de anos, originando as tribos indígenas.
Os exploradores em prol da Metrópole Lusitana, no final do século XVIII criaram o Arraial do Tejuco, na margem
direita do córrego com o mesmo nome. Porém, foi com a descoberta do diamante no segundo decênio do século XVIII,
que o Arraial se tornou mais próspero. Em 1734, o Arraial do Tejuco foi transformado em centro Político-administrativo
do Distrito Diamantino com a criação da Intendência dos diamantes. Procurando dinamizar o fisco, em 1739
estabeleceu-se o “Contrato”. No Contrato apenas o contratador exploraria as jazidas diamantíferas.
Surgiram os garimpeiros que furtivamente extraiam as preciosas gemas. Em 1771 a própria coroa passou
a explorar os diamantes, através da “Real extração dos Diamantes”. Foi criado um código de leis para
o distrito denominado “Regimento Diamantino”, popularmente conhecido como “Livro da Capa Verde”.
O Tejuco se transformou em "Estado dentro do Estado". Em 1831, o Arraial do Tejuco foi elevado
à categoria de Vila e em 6 de março de 1838, cidade de Diamantina. Representando sua expressiva
História a cidade possui um exuberante acervo histórico, artístico arquitetônico e uma dinâmica cultura viva.
Na atualidade, Diamantina é um dos mais importantes centros culturais do país. As instituições de ensino e
pesquisa sediadas na cidade contribuem muito para que grande parte da população tenha curso superior. Seu casario,
muito bem preservado e suas ruas, palco de acontecimentos e comemorações, dão-lhe um toque especial, divertido,
tornando-a um espaço de prazer e conhecimento. A musicalidade nesta terra é muito rica e é fácil notar isto através
do extenso número de grupos musicais existentes no local. O visitante pode desfrutar todas as noites de Sábado de serestas,
marca registrada desta terra, que tanto encantou seu mais ilustre filho Juscelino Kubitschek. Os artesãos de Diamantina
são mestres nos trabalhos de ouvesaria e lapidação de pedras preciosas. Desenvolvem também a tapeçaria, cultura trazida
pelos portugueses, confeccionando os mundialmente conhecidos “Tapetes Arraiolos”, esta é uma das tradições dos diamantinenses.
Aqui não faltam restaurantes. Alguns típicos, com especialidades regionais e outros, de cozinha internacional.
A cozinha mineira tem em sua receita o tempero da influência portuguesa, africana e indígena. Pode-se fazer uma
incursão saborosa por pratos típicos como o frango ao molho pardo, o feijão tropeiro, o frango com quiabo, ora – pro – nobis
com carne moída, entre outros que os restaurantes locais oferecem. Se Diamantina possui um conjunto arquitetônico
tão rico em história e cultura e uma culinária tão farta, sua área natural não perde em nada. A vegetação apresenta
uma das floras mais ricas do Brasil, o que configura um verdadeiro laboratório natural para os botânicos.
Nossa hidrografia é rica, sendo rios e riachos encachoeirados e cercado por matas de galeria. Em seu campo
rupestre facilmente encontramos bromélias, cactos, além das mais de 300 espécies de orquídeas.
Sua formação rochosa é uma das mais belas e escondem várias grutas e cavernas que por vezes nos
agraciam com pinturas rupestres como se nossos antepassados quisessem decorá-las para encantar
a todos que vêem explorá-las. Por toda a sua história, riqueza, acervo arquitetônico cultural e
natural e sua cultura viva, Diamantina é Patrimônio Cultural da Humanidade.